Mulheres são tantas,
Sophias, Samanthas,
Jaciras, Goretes,
Helenas, Ivetes,
Luizas e Telmas,
Cristinas e Velmas,
Valerias e Floras,
Auris e Isadoras,
Marlenes e Marrys,
Elianes e Cherrys,
Anas e Mônicas,
Claudetes e Sonias,
Martas e Camilas,
Marias e Cecílias,
Simones e Silvanas,
Ivones e Dainas,
Natálias e Miuchas,
Rosárias e Tuchas,
que aprisionam a gente,
em trama envolvente,
buscando nos atos,
com beijos e tatos,
nos levar à loucura,
tamanha a fartura,
de um imenso gozar,
na hora de amar......
Não esquecendo daquelas,
que se fingem donzelas,
com ares de novatas,
pudicas, sensatas,
na arte do amor,
porém basta um toque,
bem mais abusado,
certeiro, ousado,
que então se transformam,
no gemer extrapolam,
mostrando-se prontas,
para se entregar,
numa ardência sem par......
Iguais fêmeas em cios,
com olhares vadios,
seus machos provocam,
quando gulosas enfocam,
o sexo do amante,
já ereto e vibrante,
tornando-os cordeiros,
que obedecem ordeiros,
todas as vontades,
desejos, vaidades,
quais cachorros sem dono,
que estão em abandono,
e então finalmente,
de maneira carente,
encontram o carinho,
do aconchego do ninho,
que produz alimento,
para a fome aplacar......
São tantas mulheres,
que trazem nas peles,
cheiros diferentes,
suaves, ardentes,
e nós que exalamos,
nos embriagamos,
vorazes ficamos,
por tantas beldades,
que da sensualidade,
edificam suas armas,
tais quais caçadoras,
viris predadoras,
que atacam ardilosas,
de maneiras manhosas,
nos deixando prostrados,
por seivas banhados,
arfando em orgasmos,
que fazem extasiar......
Seus nomes bonitos
são convites fortuitos,
que estimulam rituais,
de prazeres carnais,
viramos cobaias,
para essas Deusas de saias,
que nos apetecem,
acalmam, arrefecem,
nossa mente entorpecem,
e somente por elas
que nos arrumamos,
o corpo perfumamos,
como meros atores coadjuvantes,
disfarçados em amantes,
procurando seus papéis,
convincentes interpretar,
torcendo pra não errar,
pois apesar do machismo
que ainda enaltecemos,
é para e por essas mulheres,
que simplesmente vivemos......