Ele me beija manso
me chupa devagarinho
e mete depois em mim
no depois do mesmo mansinho.
Lá dentro late, ladra, alvoraça
mas é sempre o mesmo colibri, golfinho, potrinho
meu doce Pégasus
me pega em xis
em tesoura
em quatro
em abertas asas pernas
gaivota
meu amor se devota
e em mim
resmunga comunga excomunga
quanto mais em mim reza
sem pressa
se derrama
quanto mais se afunda
meu colo meu ventre minha bunda.
Meu amor mata a sede
à mesma hora
em que me inunda.